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Date: 15.10.2018, 22:41 / Views: 83495

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Museu Paulista da Universidade de São Paulo, mais conhecido como Museu do Ipiranga ou também simplesmente Museu Paulista, é o público mais antigo da de , cuja sede é um monumento-edifício que faz parte do conjunto arquitetônico do . É o mais importante museu da e um dos mais visitados da .

O museu foi inaugurado oficialmente em 7 de setembro de com o nome Museu de História Natural. Este importante símbolo da está vinculado à desde 1963, como uma instituição científica, cultural e educacional que exerce pesquisa, ensino e extensão com atuação no campo da .

É responsável por um grande acervo de , e com relevância histórica, especialmente aquelas que possuem alguma relação com a Independência do Brasil e o período histórico correspondente. Uma das obras mais conhecidas de seu acervo é o quadro "", pintado pelo artista , em , recebendo em média 350 mil visitas anuais. Além de exposições, as atividades do Museu do Ipiranga se estendem por meio de programas educativos, como cursos e pesquisas científicas que fazem uso dos recursos humanos e do acervo permanente da instituição. A ampliação de coleções se faz por meio de doações ou aquisições e parte importante das atividades desenvolvidas no museu envolve a conservação física, estudo e documentação do acervo.

Em , no período do Centenário da Independência, formaram-se novos acervos, principalmente abrangendo assuntos da , e executaram a decoração interna do edifício, contando com pinturas e esculturas no Saguão, na Escadaria e no Salão Nobre que apresentassem a , para assim reforçar a instituição como um símbolo histórico brasileiro. Foi nesta época que se instalou o , uma extensão do Museu Paulista no interior do . Desde agosto de 2013, o museu está fechado ao público "para obras, restauros e reparos" após um estudo apontar que a estrutura do prédio estava abalada. A previsão de reabertura é para o ano de 2022, como parte das comemorações do bicentenário da Independência.

Índice

Construção política da Independência[ | ]

A data de 7 de setembro de 1822 como um marco da história nacional foi, também, uma construção política. O ato da proclamação do, então príncipe, , no teve pouca repercussão na imprensa na Corte do Rio de Janeiro. Nem mesmo o próprio protagonista do episódio, D. Pedro, deixou registros a seu respeito na carta que escreveu dirigindo-se aos paulistas no dia seguinte ao Grito do Ipiranga.

Somente em setembro de 1823, na Assembleia Constituinte, é que membros do governo da província de São Paulo iniciaram as discussões sobre a possível construção de um monumento em memória do Grito. Somente em 1826, o Parlamento aprovou a introdução do 7 de setembro na categoria de “festividade nacional”.

Museu do Ipiranga no quadro Paisagem do Campo do Ipiranga, produzido por . Festa escolar no Museu do Ipiranga em 1912

A partir daí o debate acerca de uma construção imponente de demarcação da data histórica foi ganhando espaço, mas sempre sendo postergada sob a justificativa da falta de recursos. Foi somente entre 1885 e 1890, ao mesmo tempo em que se intensificaram as propagandas republicanas e a luta , que se deu a resolução do que órgãos da imprensa paulista da época chamavam de “questão do Ipiranga”. Desta forma, em meio a muitos debates e desencontros de ordem política, o Museu do Ipiranga veio para demarcar definitivamente o lugar de proclamação da , assinalando no imaginário popular o momento a partir do qual teria se originado a nação brasileira.

O edifício inicialmente projetado para concretizar a versão conservadora da proclamação da independência, adquiriu outros significados a partir da , dentre eles estava o de “renascimento da nação”. Com sua apropriação pelo , o que o transformou em museu público, a ressignificação do monumento passou pela ideia de que a história do progresso nacional era a história do progresso de , colocando a colina do Ipiranga como uma caminho articulador das riquezas com o , então recém inaugurado.

Construção[ | ]

O arquiteto e engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi foi contratado em 1884 para realizar o projeto de um monumento-edifício no local onde aconteceu o evento histórico da Independência do Brasil, embora já existisse esta ideia desde aquele episódio, em . O começou a ser construído em 1885 e conta com 123 metros de comprimento e 16 metros de profundidade com uma profusão de elementos decorativos e ornamentais. O estilo arquitetônico e foi baseado no de um palácio renascentista. A técnica empregada foi basicamente a da de tijolos cerâmicos, uma novidade para a época (a cidade ainda estava acostumada a construir com ).[?]

As obras encerraram-se em de , no primeiro aniversário da República. Cinco anos mais tarde, foi criado o Museu de Ciências Naturais, que se transformou no Museu Paulista. Em , o belga Arsênio Puttemans executou os jardins ao redor do edifício. Este desenho de jardim foi substituído, provavelmente na , pelo paisagismo do alemão Reynaldo Dierberger, desenho que se mantém, em sua maior parte, até os dias atuais.[?]

Problemas com furto[ | ]

Em agosto de o Museu Paulista sofreu com problemas relacionados a , quando 900 cédulas e raras foram . Neste encontravam-se moedas emitidas na e na durante a e brasileiras do . O furto foi descoberto por um funcionário que, enquanto limpava o dos funcionários, encontrou em um saco de lixo algumas cédulas antigas e usados para guardas as peças. Em setembro de 2007 a policia conseguiu recuperar parte do acervo que havia sido furtado, porem ninguém foi preso. Na época o material furtado chegou a valer R$ 100 mil .

Em consequência deste caso, a segurança do museu foi reforçada em dezembro de 2007, com a adição de novas câmeras de vigilância mais modernas e alarmes, e os funcionários passaram por um treinamento para saberem como lidar em casos de furtos e roubos.

Restauração[ | ]

Em agosto de 2013 o Museu Paulista foi fechado após a constatação de problemas em sua estrutura. Desde então, a maior parte do acervo do Museu foi transferida para imóveis locados exclusivamente para armazenamento desses volumes. Muitas peças do acervo vêm sendo emprestadas a outros museus e espaços culturais para a realização de mostras. A Biblioteca foi reaberta ao público em outro endereço no próprio bairro do , bem como as atividades acadêmicas e educativas que são oferecidas pela instituição. O Museu declarou uma previsão de gastos iniciais de R milhões, mas posteriormente alterado para R0 milhões, sem ainda apresentar nenhuma nova execução de obras relevantes. O início das obras de restauração e modernização do museu foi previsto para 2019, e a reabertura prevista para 2022, ano da comemoração do bicentenário da .

O Museu Paulista tem em seu acervo de mais de 125 mil artigos, entre objetos (esculturas, , , , , , e utensílios de e ), e documentação arquivística, do até meados do , que servem para a compreensão da , com especial concentração na história de . Os acervos têm sido mobilizados para as três linhas de pesquisa as quais o museu se dedica:[?]

  • Cotidiano e Sociedade
  • Universo do Trabalho
  • História do Imaginário

O acervo do Museu Paulista teve origem em uma coleção particular reunida pelo coronel Joaquim Sertório, adquirida pelo Conselheiro em e doada, juntamente com objetos da coleção Pessanha, ao Governo do Estado. Em , o presidente do Estado, , deu a a incumbência de organizar esse acervo, designando-o diretor do recém-criado Museu do Estado. As coleções, ao longo dos mais de cem anos do museu, sofreram uma série de modificações com o desmembramento de parte de seus acervos e incorporações.[?]

O acervo do museu se encontra pelo - IPHAN.

Escadaria[ | ]

Vista parcial da Escadaria, com destaque para a escultura de .

A escadaria propriamente dita representa o , que foi o ponto de partida dos rumo ao interior do país. No corrimão há esferas com águas dos rios desbravados pelos paulistas entre os séculos XVI e XVIII, como por exemplo o , , e o .[?]

Nas paredes do ambiente estão estátuas dos heróis bandeirantes, como e , com as regiões por onde eles passaram mais notoriamente, localizadas nos atuais estados do até o . No salão principal, há as duas maiores estátuas dos dois principais , e . No centro está a representação de como o herói da Independência.[?]

Junto às estátuas existem pinturas representando a participação paulista em diversos momentos da história brasileira, como o , o e a . Acima existem nomes de cidades e seus respectivos fundadores paulistas pelo , como e . No teto há pinturas de paulistas importantes na história do país, como o patriarca da independência .[?]

Biblioteca[ | ]

A Biblioteca do Museu Paulista faz parte do edifício-monumento desde sua inauguração. Seu acervo conta com 39.831 e 39.019 fascículos de , incluindo obras preciosas sobre a e a . Nos últimos 20 anos, tornou-se uma Biblioteca especializada nas áreas de História Cultural Material, Estudos de Objetos e Iconografia e .

Vista panorâmica do Museu do Ipiranga.

Sobre o acervo[ | ]

Sobre o edifício e a região[ | ]

Referências

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